PRETENSÃO

Ampliar os horizontes da inclusão é a pretensão deste blog. E inclusão não apenas entendida como movimento de pessoas com deficiência, senão também abordar a ecologia, os movimentos de luta por direitos e cidadania, etc. Falar de inclusão, portanto, significa acolher o meio e todas as pessoas. Significa também respeitar e tolerar a singularidade, fazendo da compreensão uma forma de convivência pacífica e plural. Na inclusão ninguém pode ficar de fora!

quinta-feira, 10 de junho de 2021

TEM TRÊS TRILHÕES DELAS




"Quando falamos de 'meio ambiente', fazemos referência também a uma particular relação: a relação entre a natureza e a sociedade que a habita. Isto nos impede de considerar a natureza como algo separado de nós ou como uma mera moldura da nossa vida. Estamos incluídos nela, somos parte dela..."
Papa Francisco, Laudato Si, 139



Pensando seriamente sobre a situação das árvores na atualidade, li na Revista Galileu, estudo recente onde pesquisadores apresentaram mapeamento sobre a quantidade de árvores existentes no mundo. As cifras apontam que existe cerca de três trilhões de árvores, ou seja, 422 delas para cada habitante do planeta.

50% desse total está dividido entre dois ecossistemas: 26% na Amazônia e 24% nas florestas boreais.

A princípio, a cifra assombra pois é um número bastante elevado. Mas em se contando as árvores que são derrubadas a cada minuto, a cada hora, o desmatamento chega a ceifar 15 bilhões de árvores por ano, que dá 2 árvores por pessoa. E isso é muito grave, pois árvore é vida!

Levando-se em conta o número desmatado, se quisermos reparar o dano, cada pessoa - seja ela adulto ou criança - deverá plantar  pelo resto de sua vida 2 (duas) árvores por ano.

É um desafio muito grande, pois, pensando em particular, ainda não plantei nenhuma neste 2017. E não posso contar as flores, as verduras e as plantas, uma vez que árvore é definida como aquela cujo arbusto atinja a altura de um adulto por diante.

São duas árvores por ano!


(ESTA POSTAGEM É DE 2017. HOJE, COM AS CONSTANTES DERRUBADAS E QUEIMA DA AMAZÔNIA, CERRADO E MATA ATLÂNTICA, DIMINUIU A CIFRA ACIMA. TRISTEZA SEM FIM)



Pela Inclusão e pela Vida.





quarta-feira, 26 de maio de 2021

MATA ATLÂNTICA EM ALERTA





A natureza é viva. Logo, a Mata Atlântica tem seu dia comemorado em 27 de maio.

Poderia ser uma comemoração mais feliz, não fosse os índices de devastação que enfrenta ainda.

Levantamento realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) informaram que, entre 2017 e 2018 o bioma da Mata Atlântica perdeu 113 quilômetros quadrados de floresta em cinco estados brasileiros.

Minas Gerais, Paraná, Piauí, Bahia e Santa Catarina ainda constam como regiões degradadas do bioma.

Pelo visto, a luta não pode parar, nem deve ser só de alguns. Deve ser nossa, de todos, com consciência e responsabilidade pela recuperação ambiental a começar por nosso jardim, horta ou quintal, nossa cidade e estado, enfim nos biomas que nos cercam.

Pensando e fazendo localmente, estamos colaborando também regional e globalmente.



Pela inclusão e pela Vida





sábado, 22 de maio de 2021

Vem, Espírito Santo


  


Sem Ti...
Deus fica muito longe,
Cristo permanece no passado,
O Evangelho é letra morta,
A Igreja, uma simples organização,
A autoridade, despotismo,
A missão, uma forma de propaganda,
O culto, simples cerimônia
E a vida cristã, moral de escravos.

Vem, Espírito Santo,
Porque contigo:
Cristo Ressuscitado está presente,
O Evangelho é mensagem de vida,
A Igreja, uma comunidade de irmãos,
A autoridade, um serviço libertador,
A missão, um novo Pentecostes
E o culto, uma festa em família,
Que recorda e antecipa a chegada do Reino!

(Patriarca Atenágoras)



quinta-feira, 20 de maio de 2021

VERDADEIRAS RAINHAS A PRESERVAR




SEIS horas da manhã, pleno outono. Passo a chave sobre a fechadura do portão, tenho pressa. Mas algo que roçou nos cabelos chamou atenção ao pequeno detalhe da natureza bem ali no jardim. Com a luz natural que chega muito preguiçosamente nesta época, anunciando o novo dia, observo a movimentação de abelhas que vem chegando para mais um dia de trabalho, sob a luz das lâmpadas da rua ainda.

Tão cedinho assim?

Uma delas, vindo por trás, roça-me os cabelos enquanto atravesso o portão, desvia-se muito levemente para rosto e, provocando cócegas com o bater suave das asas, segue adiante e vai pousar sobre o caramanchão de amor-agarradinho que se formou sobre a estrutura do portão. São centenas delas que vem “bater cartão” quando o dia mal raiou. Outras centenas ainda virão quando o sol estiver mais forte, e só encerrarão o expediente à tardinha, quando a luz se for.

E amanhã se reinicia tudo de novo...

ANTIGONON LEPTOPUS é uma espécie de trepadeira que além de “Amor agarradinho” como é chamada, denomina-se também “Mimo-do-Céu”, “Sorriso-de-Anjo”, “Lágrima-de-Noiva”, “Entrada de baile”, dentre outras. Chega a durar o ano inteiro se bem cuidada, excetuando-se a época do inverno onde acontecem as podas. Perene, sempre verde e florida, faz a festa e alegria de abelhas, sejam quais forem e que, presentes ininterruptamente, dividem harmoniosamente o espaço na captura do produto para fabricação do mel, essa delícia mais doce que há sobre a terra.

Saio de casa pensando nelas. Na planta, que será podada no início do inverno para que floresça robusta para a primavera; nas flores que embelezam o jardim e forram a calçada como um tapete; nas abelhas que vem e vão, de domingo a domingo chegando cedinho e partindo quase à noitinha.

Como não se cansam? Quem trabalharia mais que elas?

Talvez as formigas empatem...

Penso na diversidade de abelhas que ali vem como a europa, jataí e outras, e seguem sua missão: tão agrupadas polinizando flores, captando néctar e produzindo mel, cera, própolis, geleia real e derivado. Nem se importam com nossa presença no movimento de entra e sai pelo portão e pelo jardim. Algumas vezes até nos esbarramos, mas nenhuma ferroada. Tudo na paz.

De outro lado, fatos não tão naturais, notícias recentes tem revelado que, no país e pelo mundo, o uso indiscriminado de agrotóxicos e pesticidas na lavoura vem dizimando a população de abelhas. E tem sido cada vez mais crescente, uma vez que são elas os maiores polinizadores da agricultura e das matas. O efeito tem recaído sobre o número cada vez menor de rainhas, abelhas operárias perdidas e o colapso total da colmeia. Sem abelhas, ficamos sem mel e a natureza sem produtividade.

Ao tocar nesse assunto, uma sensação desagradável começa a se manifestar em meu interior, onde a negatividade mostra as suas garras diante das ameaças que estão sempre rondando o bem, o bom e o belo. As lindas flores, doces abelhas, árduo trabalho...

Resumo do post de hoje: As abelhas que vem cá no meu jardim não leem jornais. Provavelmente, até o presente elas não dominem toda a carga negativa do assunto e, creio, ainda não deve constar em seus currículos alguma experiência em campos afetados por agrotóxicos.  Assim, desconhecendo o perigo, prossigam dispostas e felizes em sua missão sublime, todo santo dia, de manhã à noitinha na produção do que mais doce há nesta vida, o mel.

Plantemos jardins e as abelhas virão. Que neles não haja venenos nem pesticidas. Apenas flores que embelezam a alma e a vida!

A Esperança é a última que morre!


(Post editado no outono de 2015 e repostado hoje, dia das Abelhas, promulgado pela ONU, como meio de preservação e fomento à sustentabilidade)



Pela Inclusão e pela Vida.