PRETENSÃO

Ampliar os horizontes da inclusão é a pretensão deste blog. E inclusão não apenas entendida como movimento de pessoas com deficiência, senão também abordar a ecologia, os movimentos de luta por direitos e cidadania, etc. Falar de inclusão, portanto, significa acolher o meio e todas as pessoas. Significa também respeitar e tolerar a singularidade, fazendo da compreensão uma forma de convivência pacífica e plural. Na inclusão ninguém pode ficar de fora!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

JUNTOS PELA CASA COMUM




Lançada oficialmente ontem no Brasil, a Campanha da Fraternidade CF 2016 tem como tema: “Casa comum, nossa responsabilidade”.

A Campanha da Fraternidade, a cada cinco anos, acontece de forma ecumênica, isto é, agregando diversas denominações religiosas num objetivo comum que é a reflexão e convergência de forças pela implementação de políticas públicas. Em 2016 o tema estará voltado à nossa casa comum - a terra – e toda a problemática que enfrentamos em relação ao saneamento básico, a água, o lixo, etc.

O objetivo da CFE 2016 é a mobilização de igrejas, sociedade e governo, na busca conjunta de defender e assegurar o direito a uma vida digna e habitável.

Abaixo, uma transcrição de alguns tópicos da Introdução da CFE 2016, extraída do texto base, então seu documento norteador, e que julguei relevante para melhor esclarecimento a respeito.

Introdução
7 -A Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2016 apresenta o tema “Casa Comum, nossa responsabilidade” e tem como lema “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5,24). O objetivo principal é assegurar o direito ao saneamento básico para todas as pessoas e empenharmo-nos, à luz da fé, por políticas públicas e atitudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro de nossa Casa Comum.

8-Nesse tema e nesse lema, duas dimensões básicas para a subsistência da vida são abarcadas a um só tempo: o cuidado com a criação e a luta pela justiça, sobretudo dos países pobres e vulneráveis. Nessa Campanha da Fraternidade Ecumênica, queremos instaurar processos de diálogo que contribuam para a reflexão crítica dos modelos de desenvolvimento que têm orientado a política e a economia. Faremos essa reflexão a partir de um problema específico que afeta o meio ambiente e a vida de todos os seres vivos, que é a fragilidade e, em alguns lugares, a ausência dos serviços de saneamento básico em nosso país.

9-Perguntamos: como estão estruturadas as nossas cidades? Quem realmente tem acesso ao saneamento básico? No ano de 2014, o sudeste do Brasil viveu uma das maiores crises hídricas já registradas na história recente do país. Quem foi responsabilizado por isso? Por que os serviços de saneamento básico, considerados como direito humano básico pela Organização das Nações Unidas, estão em disputa?

10-Com essa CFE colocamo-nos em sintonia com o Conselho Mundial de Igrejas e também com o Papa Francisco. Ambos têm chamado a atenção para o fato de que o atual modelo de desenvolvimento está ameaçando a vida e o sustento de muitas pessoas, em especial as mais pobres. É um modelo que destrói a biodiversidade. A perspectiva ecumênica aponta para a necessidade de união das igrejas diante dessa questão. Nossa Casa Comum está sendo ameaçada. Não podemos, portanto, ficar calados. Deus nos convoca para cuidar da sua criação. Promover a justiça climática, assumir nossas responsabilidades pelo cuidado com a Casa Comum e denunciar os pecados que ameaçam a vida no planeta é a missão confiada por Deus a cada um e cada uma de nós.


Como se pode observar, trata-se de um empenho conjunto que faz sintonia aos apelos do Papa Francisco por um planeta mais humano e habitável, como ele bem tratou em sua recente carta encíclica “Laudato Si”.

Oxalá possamos arregimentar muitas e diversas forças que conosco venham lutar por um planeta mais habitável e onde vivamos unidos na paz!




Pela Inclusão e pela Vida.




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