PRETENSÃO
Ampliar os horizontes da inclusão é a pretensão deste blog. E inclusão não apenas entendida como movimento de pessoas com deficiência, senão também abordar a ecologia, os movimentos de luta por direitos e cidadania, etc. Falar de inclusão, portanto, significa acolher o meio e todas as pessoas. Significa também respeitar e tolerar a singularidade, fazendo da compreensão uma forma de convivência pacífica e plural. Na inclusão ninguém pode ficar de fora!
terça-feira, 3 de agosto de 2021
AMARELINHO LINDO
terça-feira, 13 de julho de 2021
SOMOS ASSIM
quarta-feira, 7 de julho de 2021
DICAS INCLUSIVAS
- Se quiser falar com uma pessoa surda, sinalize com a mão ou tocando no braço dela. Enquanto estiverem conversando, fique de frente para ela, mantenha contato visual e cuide para que ela possa ver a sua boca para ler os seus lábios. Se você olhar para o outro lado, ela pode pensar que a conversa terminou.
- O interlocutor deve falar de frente para o surdo, de modo que este tenha acesso à leitura oro-facial (leitura dos lábios e dos movimentos faciais) e a todo o movimento corporal, favorecendo uma melhor compreensão da mensagem.
- Não grite. Ela não ouvirá o grito e verá em você uma fisionomia agressiva.
- Se tiver dificuldade para entender o que uma pessoa surda está dizendo, peça que ela repita ou escreva.
- Fale normalmente, a não ser que ela peça para você falar mais devagar.
- Seja expressivo. A pessoa surda não pode ouvir as mudanças de tom da sua voz, por exemplo, indicando gozação ou seriedade. É preciso que você lhe mostre isso através da sua expressão facial, gestos ou dos movimentos do corpo para ela entender o que você quer comunicar.
- Se a pessoa surda estiver acompanhada de um intérprete da língua de sinais, fale olhando para ela e não para o intérprete.
- Se aprender a língua de sinais brasileira (Libras), você estará facilitando a convivência com a pessoa surda.
- Ao planejar um evento, providencie avisos visuais, materiais impressos e intérpretes da língua de sinais.
- O uso da escrita é um bom recurso para esclarecer dúvidas, confirmar um dado importante, registrar uma informação urgente, garantir a compreensão do recado ou informação, mudar uma ordem, responder a uma solicitação ou ser usada como rotina na comunicação de avisos gerais.
Diante de uma pessoa com deficiência da fala
- Existem diversas alterações de fala, variando desde as mais simples, como a dificuldade em pronunciar os sons de maneira correta, até as mais complexas, como a perda total da voz, as gagueiras mais graves e os transtornos causados por um problema neurológico, que podem prejudicar tanto a fala como a compreensão.
- Mantenha a calma quando falar com alguém que apresenta alguma dificuldade de comunicação oral. Não tente adivinhar o que ela quer dizer e não a deixe sem resposta.
- Procure olhar no rosto de quem fala; fale pausadamente; use poucas palavras de cada vez; espere a sua vez de falar e só comece quando tiver certeza de que o outro terminou o que tinha a dizer.
- Se não entendeu o que foi falado, não tenha receio de pedir que o outro repita ou escreva. A maior parte das pessoas com dificuldade na fala tem consciência disso e não se incomoda em repetir, desde que encontre alguém realmente interessado em ouvi-la.
terça-feira, 29 de junho de 2021
REFLETINDO A INCLUSÃO COM SÃO PEDRO
sexta-feira, 25 de junho de 2021
PEQUENO DETALHE
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Quadrilha e pipoca... Para espantar o frio tem quentão... Tem conversa
à beira da fogueira e para a criançada tem diversão.
Quem não gosta de festa junina? A religiosidade e a cultura tão
predominante no país? Mesmo no clima momentâneo girando em torno do futebol,
não dispensamos aqueles momentos gostosos de estar com a família e com amigos
e vizinhos, participando de rezas, comidinhas e folias típicas de junho.
Riqueza boa que herdamos e perpetuamos!
Folia e comidas à parte, o assunto agora é outro. Falando dos santos juninos, faz uma semana
que festejamos o primeiro santo do mês – Santo Antônio. O próximo será João.
Antes que cheguemos em Pedro e Paulo, vou repetir um acontecimento que me
ocorreu na última festa de São João. Não sei por que nunca
aprofundei no assunto, mas foi depois daquela leitura sobre o nascimento de
João Batista, que me ocorreu um lampejo e senti que a ideia se congelou
diante de pequena citação. Por mais que o conhecesse de cor, nunca havia
observado o rico detalhe.
Talvez seja pelo fato de que há momentos especiais em que somos
despertos para enxergar com novos olhos e claras razões sobre algo que, de
notório, ainda permanecia velado, esperando pela ocasião propícia de ser
descoberto...
A leitura discorria sobre o nascimento de João Batista, filho de
Isabel e do sacerdote Zacarias.
“Então fizeram sinais ao pai,
perguntando como ele queria que o menino se chamasse. Zacarias pediu uma
tabuinha, e escreveu: ‘João é o seu nome’(Lc 1,62-63).
Quem conhece o texto, sabe que Zacarias estava incomunicável, isto é,
com deficiência de comunicação (o texto diz mudo), em consequência de
ele haver duvidado do anúncio que o anjo Gabriel lhe fizera sobre ele ser pai
de João, ainda que na velhice, conforme citado mais anteriormente em Lc
1,18-20.
O que se seguiu então foi um diálogo diante de qual nome dariam ao
menino que acabara de nascer.
Pelo costume hebraico, o filho adotava o nome do pai. Para Isabel, a
mãe, ele seria chamado João, que significa a misericórdia de Deus, a
graciosidade de Deus. Então, para justificar a concordância, os parentes resolveram
perguntar a Zacarias “por meio de sinais” (v.62) como
ele queria que o filho se chamasse...
E Zacarias, “pedindo uma tabuinha, escreveu: seu nome é
João” (v.63)...
Foi exatamente esta citação que provocou a reflexão acerca da
narrativa. Nos dias atuais, denominamos de Libras a comunicação utilizada
pelas pessoas surdas, cuja manifestação é feita através de sinais gestuais e
corporais como forma de entendimento entre elas, com deficiência de audição e
de fala.
Ora, segundo os textos sagrados, Zacarias “ficara mudo”. Não há
nenhuma menção de que ficara também surdo.
A pergunta que não quer calar é: como, estando Zacarias apenas sem
voz, dirigiram-lhe a pergunta em sinais? Se uma pessoa ouve, mas não fala,
ela usa sinais apenas para expressar sua vontade. Logo, ouvindo, ela não
precisa de sinais para captar a mensagem, apenas para transmiti-la.
E daí veio a dúvida que continuará sendo uma dúvida: será que Zacarias
ficou também surdo?
Pesquisando assuntos teológicos, constatei que a cultura hebraica teve
muita influência da cultura greco-romana. Ora, ambas não fazem uma separação
entre surdo (apenas não ouve) e surdo-mudo (não ouve e não fala). Para a
cultura greco-romana, quem possuía uma destas limitações, era como se
possuísse ambas. Em nada se diferenciavam.
Longe de querer levantar um sentido literal do texto, exalto e
valorizo a riqueza de detalhes de que é possível se encontrar nas Sagradas
Escrituras. Gosto muito disso.
Não creio que Zacarias tenha ficado sem voz como “um castigo” divino
por sua incredulidade. Deus não castiga: Deus é amor, é ternura.
Creio em maior escala que Zacarias, em sua humanidade tão passível de
erro, como sacerdote habituado à rotina, ‘pisou na bola’ por querer apressar
o tempo de Deus, o “fazer” de Deus. E considero o seu mutismo como a maneira
encontrada como forma de reparar o ceticismo assumido, através do silêncio e
do recolhimento, na assimilação e contemplação da vontade divina sobre as
criaturas, rompendo barreiras, ultrapassando hábitos repetitivos e regras mesquinhas.
Silêncio vivido com humildade fomenta a sabedoria, gera alegria.
Pequeno detalhe?
Sim, um pequeno detalhe! Entre eles descobrimos riquezas que nos
induzem a buscar outros mais!
Então... “No mesmo instante sua boca se abriu e sua língua se soltou.” (Lc
1,64).
(Este artigo foi repostado. Em plena pandemia sem nossas amadas festas juninas presenciais, contudo, a reflexão fica de pé)
Pela Inclusão e pela Vida.
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quinta-feira, 10 de junho de 2021
TEM TRÊS TRILHÕES DELAS
(ESTA POSTAGEM É DE 2017. HOJE, COM AS CONSTANTES DERRUBADAS E QUEIMA DA AMAZÔNIA, CERRADO E MATA ATLÂNTICA, DIMINUIU A CIFRA ACIMA. TRISTEZA SEM FIM)
quarta-feira, 26 de maio de 2021
MATA ATLÂNTICA EM ALERTA
sábado, 22 de maio de 2021
Vem, Espírito Santo
quinta-feira, 20 de maio de 2021
VERDADEIRAS RAINHAS A PRESERVAR
SEIS horas da manhã, pleno outono. Passo a chave sobre a fechadura do portão, tenho pressa. Mas algo que roçou nos cabelos chamou atenção ao pequeno detalhe da natureza bem ali no jardim. Com a luz natural que chega muito preguiçosamente nesta época, anunciando o novo dia, observo a movimentação de abelhas que vem chegando para mais um dia de trabalho, sob a luz das lâmpadas da rua ainda.
quarta-feira, 19 de maio de 2021
SEMANA LAUDATO SI 2021
SEMANA LAUDATO SI
“10. Não quero prosseguir esta encíclica sem invocar um modelo belo e motivador. Tomei o seu nome por guia e inspiração, no momento da minha eleição para Bispo de Roma. Acho que Francisco é o exemplo por excelência do cuidado pelo que é frágil e por uma ecologia integral, vivida com alegria e autenticidade. É o santo padroeiro de todos os que estudam e trabalham no campo da ecologia, amado também por muitos que não são cristãos. Manifestou uma atenção particular pela criação de Deus e pelos mais pobres e abandonados. Amava e era amado pela sua alegria, a sua dedicação generosa e o seu coração universal. Era um místico e um peregrino que vivia com simplicidade e em uma maravilhosa harmonia com Deus, com os outros, com a natureza e com si mesmo. Nele se nota até que ponto são inseparáveis a preocupação pela natureza, a justiça para com os pobres, o empenho da sociedade e a paz interior.” (Papa Francisco, Encíclica Laudato Si)
“Que tipo de mundo queremos deixar para aqueles que
vêm depois de nós, para as crianças que estão crescendo? ”
Foi a
pergunta que fez o Papa, lançando-nos o desafio de atender ao “apelo urgente de
responder à crise ecológica” que estamos vivendo.
Cuidar
do planeta é missão de todos nós. Começa com cada um fazendo sua parte, por
menor que seja, com bons hábitos de cuidado, cultivo de alguma ação concreta
que efetive o real cuidado que a nossa casa comum carece com urgência.
É
pensar como preservar e manter nossa casa para o amanhã, para que as pequenas gerações
de hoje tenham terra, água, mar e ar e plantas, florestas onde sobreviver e se
reproduzir.
Sendo
o homem a maior ameaça ao planeta, este deve e precisa repensar suas ações.
Dele depende o meio ambiente, assim como este depende do homem, numa relação
simbiótica.
Urge cultivarmos o hábito, a cultura do cuidado!
Não é
preciso pensar grande, basta cada um fazer o que está ao seu alcance: plantar
um jardim ou fazer uma horta; economizar água e energia; varrer a calçada;
separar o lixo reciclável do doméstico; não jogar óleo de cozinha no ralo da
pia, não jogar lixo nas calçadas ou nos meios de transportes públicos, dentre
outras.
Medidas
pequenas e práticas, feitas por muitos podem fazer a grande diferença.
Precisamos divulgar, conversar e compartilhar ideias e ações.
E não deixemos de nos mobilizar
pela preservação de nossas matas e florestas. Empenhemo-nos seja localmente,
por meio das redes sociais, por pressão através de petições públicas, de
assinaturas por meio eletrônico de manifestos em defesa da ecologia, ou de
outros meios que estejam ao nosso alcance.
Se hoje, nós adultos vivemos num
clima que tem se apresentado com tantas fragilidades e ameaças iminentes, o que
será do futuro das atuais crianças e daquelas que virão?
Façamos
a nossa parte!
Pela
Inclusão e pela Vida.
segunda-feira, 10 de maio de 2021
ELAS TAMBÉM
QUEM CUIDARÁ DEPOIS?
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Nove horas da manhã, sexta-feira. Adentrei o portão que dá acesso à instituição. Do outro lado adentrava também um veículo oficial, vindo de uma pequena cidade do interior. Além do motorista, um casal já idoso desembarcava com dificuldades, um deles auxiliado por um andador. Foi somente uma observação e segui para a atividade do dia.
(Postagem de maio/2018)











